Glupt! FM ouviu e recomenda: Brad Mehldau Live in Tokyo (o que o moço faz com o piano em standards de Gershwin, Thelonius e até em Paranoid Android de Radiohead! Mamãe, socorro!). Ella Live in Montreux, idem, voz, socorro, etc. Robertinho Curto (como Ivan Lessa chama o cidadão cotelê Bobby Short) que é o mais perto que a música chega para reproduzir a euforia de beber Champagne. E estamos prontos para enfrentar a semana com o duto auditivo rebrilhando.
Archive for August, 2008
A máquina
In Idéias gerais on August 31, 2008 at 1:15 amMais um artigo. Sobre a máquina de servir vinhos do Empório Santa Maria. Muito tempo atrás, um ano, fiz um post sobre esta trepeça, que conheci na Lavinia de Paris. È a coisa mais agradável para provar sem gastar. Também para beber diferentes vinhos e avaliá-los, sem ter que aguentar papo de vendedor. A vantagem do Empório sobre a Lavinia é que eles instalaram 8 máquinas com garrafas diferentes, lá eram só duas. A vantagem da Lavinia sobre o Empório é que lá você sai da loja e está no Boulevard de la Madeleine…
o artigo do Paladar está aqui:
http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup232158,0.htm
Good vibes
In Idéias gerais on August 23, 2008 at 1:57 amMeio off-topic. Mas o Glupt! está pedindo um bom pensamento para um dos nossos pontos de referência em vinhos. O amável cavalheiro jauense e parisiense Saul Galvão que está atravessando um sacolejo na saúde. Se Deus quiser, logo estará de volta com sua joie-de-vivre para animar nossas degustações. Dedicamos um Montrachet psicológico a ele.
As rolhas
In Idéias gerais on August 22, 2008 at 9:47 pmArtigo da semana passada no Paladar, que esqueci de linkar aqui:
http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup223658,0.htm
Inesperada segundona
In Idéias gerais on August 19, 2008 at 2:16 amEste foi um dia aziago típico de agosto, dia transversal, tortinho, caolho, de esguelha. Quente e seco, daqueles que enlouquecem, faltaram as cigarras, o mais odioso dos bichos. Um verdadeiro cramulhão, como diz meu caro amigo Américo. Mas como criança semi-bem comportada, tive 2 presentes no finalzinho. A constatação de algo que disse aqui, no ano passado: o Catena Alta CS é o melhor vinho argentino que já bebi, dentre os goles rubros…e desta vez foi um 1995! Vivo, taninos macios e presentes, acidez deliciosa e com dez anos pela frente, fácil.
Depois um porto vintage 1962, marrom, nariz de alecrim, marisco e vela de cera. Servido nos lindos copinhos desenhados por Alvaro Siza para o Conselho Regulador do Vinho do Porto. E que chova rápido!
Polímeros
In Idéias gerais on August 19, 2008 at 12:59 amÉ chato constatar que os taninos teimam em não amaciar.
Lá como here
In Idéias gerais on August 18, 2008 at 6:06 amNa última edição da Food & Wine, que comemora 30 anos da revista, um certo senhor escreve um ótimo artigo sobre as três décadas e o que representaram para o mercado americano de vinhos. O paralelo é perfeito com o Brasil, pois com uma diferença de alguns anos, tudo se passou exatamente igual: da rarefeita oferta de rótulos decentes ao estonteante panorama que temos agora. O artigo é ponderado, inteligente e feito com a autoridade de quem viveu toda a aventura. O nome do autor, vejam só, Robert M. Parker Jr.
Blind tasting
In As crônicas mundanas de Glupt! on August 17, 2008 at 3:13 amMeu grande herói intelectual, o pianista canadense Glenn Gould, tinha uma fórmula complicada a respeito de gente, algo como 2 horas e meia sózinho para cada hora passada em sociedade. Cada vez mais monacal, hesito zilhões antes de aceitar qualquer convite, sempre preferindo ficar em casa lendo e falando sobre metafísica com a Frederica, que nunca discorda, nem retruca.
Mas aceitei ontem ir jantar com os autores do blog amigo Que bicho me mordeu.
Tensão prévia. Cheguei ao restaurante, não reconheci os dois pela única foto do blog deles. Tinha um casal na mesa ao lado, bem blasé, com um papo chatíssimo sobre o carro novo. E se fossem eles? Não eram, felizmente. Tem vezes em que as crônicas mundanas de Glupt! têm bom final e nem toda vida virtual perde o encanto na realidade. Passei horas felizes conversando com amigos de infância instantâneos (embora eu possa ser pai deles, licença poética cronológica) . E ainda ganhei um chocolate biodinâmico de Claudio Corallo, relido por Enric Rovira, aquele torrão de terroir africano e uma bela surpresa (sorry meninos, achei que era chá mesmo!): um Pago Negrelada 02 da Abadia Retuerta.
Besteira minha pensar que poderia sair errada uma conversa com duas pessoas que gostam do Mugaritz e que têm dois gatos
.
[Saul Steinberg fotografado por Irving Penn]
Reprise
In Idéias gerais on August 13, 2008 at 12:54 amQuem não me viu retorcendo na cadeira e arrumando os guardanapos no programa do Didú, tem nova chance na próxima sexta feira às 23:30 no canal 29 da SKY. O entrevistador é ótimo, o entrevistado…não digam que não avisei!
Crepusculares
In Idéias gerais on August 11, 2008 at 5:39 amO que tem me dado verdadeiro prazer é beber um cálice (taça grande, a maior que tenho, a riedel borgonha, mas com um dedal de vinho lá no fundo, para cheirar mais que beber) de Madeira, Porto, Manzanilla ou um TBA austríaco. Sento na minha cadeira fatal, a espreguiçadeira terminal, da qual é muito difícil querer sair, Frederica no colo, descansando, olhando o jardim, com a chuva caindo. Acho que equivale ao cigarrinho pitado no fim do dia para os fumantes, aquele ponto final na jornada, reorganização de pensamentos, um calibre no centro das idéias…Não existe nada tão complexo pelo preço destes vinhos, especialmente um Madeira Henriques & Henriques Full Rich 5 anos (50 reais!) ou um Lustau Papirusa Manzanilla (85 reais). Porto vou de Tawny Niepoort. TBA é o Kracher, ça va sans dire. É um, gosto ancestral, nasci e cresci em casa com garrafinhas de generosos (no armário mesmo, oxidando infinitamente) que as tias tomavam, com frio ou calor, no meio da tarde. Isto molda uma personalidade!
Este ritual modesto me faz bocejar pensando que tem gente que quer ter um helicóptero, ou algo assim. Tsk, tsk. Como escreveu o Ivan Lessa, a vida não é curta, é perto.