Ensaio sobre a cegueira

Fiquei contente com o resultado dos top 10 da Expovinis. Eu sempre achei os Rio-Sol subvalorizados, são melhores que a maioria diz, embora não sejam espetaculares ou emocionantes, e custam 18 reais e 90 centavos, valor que eu julgo adequado para vinhos do dia a dia, nacionais e competitivos. É muito bacana tomar tops como Salton Talento ou Miolo Quinta do Seival, são bons, mas são caros e entram numa faixa de preço com competição à altura de argentinos e chilenos, sem dizer de meus queridos uruguaios, que são mais baratos. O Rio Sol acerta no preço pelo que oferece, um bom vinho correto, correto o bastante para ganhar uma degustação às cegas com avaliadores respeitáveis como Jorge Lucki, José Luiz Pagliari, Manoel Beato e Roberto Gerosa, to name a few.

Este o valor das degustãções às cegas, um exercício de objetividade.

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7 Comments on “Ensaio sobre a cegueira”

  1. Rubén Duarte Says:

    Importante informação, Luiz. Mais ainda vindo de você. E estou totalmente de acordo com o seus comentários.
    Um abraço

    Rubén Duarte

  2. Roberson Says:

    É raro mas acontece. Aqui discordamos frontalmente. Esse Rio Sol é uma bomba, independentemente de seu preço. Terrível. Estranhei muito esse resultado.

  3. Atômica Says:

    E eu adoro os vinhos do Vale do São Francisco… fiquei mto feliz em visitar a ExpoVinis este ano!!!

  4. Pizonsky Says:

    O salton talento tem um bom rótulo, graficamente falando. Como vinho é caro e dificilmente resiste à comparação com outros sulamericanos e muitos de terras mais distantes na mesma faixa de preço. A degustação às cegas é a única forma de julgamento legítima para um expert e tende a ser a mais justa, felizmente para nós mortais a melhor forma é a degustação com conversas cheias de opiniões oblícuas e idiossincráticas.

  5. luizhorta Says:

    Saiu do Taras Bulba, Pizonsnky?

  6. Pizonsky Says:

    Peço perdão pelo “oblícuo”, meu comentário oblíquo, aqui como na Polônia, quer apenas indicar que bom mesmo é não fazer muita ciência na hora de apreciar e criticar vinhos. Esse mundo tecnificado fica melhor com arte e subjetividade. Provei hoje um torontes argentino com corte de chenin blanc comprado no supermercado. Suspeito que passaria no teste dos ceguinhos.

  7. Helô Says:

    “O teste dos ceguinhos”! Adorei a expressão!

    Confesso que eu, uma pessoa que se considera (quase) sem preconceitos, tenho sempre um pé atrás com vinhos do São Francisco e outros lugares brasileiros “exóticos”. Talvez resquícios de priscas eras quando um agrônomo amigo trabalhou na Aurora (vai longe esse tempo… ;) e contou o que ouviu de um enólogo italiano que visitou a vinícola e deu sua opinião sobre os vinhos do Nordeste (eram certamente os primeiros): “é um resultado interessante, mas não é vinho”.

    O tempo passou, o tempo voou, e agora estou no nível Iniciantes II do meu curso pessoal sobre vinhos. O tema de casa sempre é provar vinhos desconhecidos que caibam no meu bolso. Vamos a esse. E abaixo o preconceito!

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