Fui com o caro Didú Russo ser jurado de pizzas. Quase 6 horas vendo as 9 duplas trabalhando, abrindo massa, colocando recheios, tremendo, com muita ansiedade. No final o clássico é sempre melhor, tinha pizza com tremoços, batata palha e milho…mas não tinha nenhum horror explícito, os horrores devem ter sido eliminados nas prévias (era a final). Felizmente, nada de pêssego em calda. Ganharam : a Camelo, que era uma delícia, apesar da massa fina, eu gosto de massa grossa; uma da Bahia e uma do interior de São Paulo, um lugar chamado Leme. Fiquei imaginando a festa na cidade por ter uma pizza em terceiro lugar na Copa Brasileira. É bom ver a alegria singela de vencedores, gente que passou a vida na frente de um forno quente. É um pouco melancólico também, mas só um pouco…A feira (era na Fispal) gigantesca como sempre, coisas legais (uma máquina de espresso Saecco, sonho absoluto de consumo, 5 mil reais…) e coisas do planeta jupiter: um líquido para transformar chopp claro em escuro…prá que? Ainda não consegui entender a vantagem. Ganhamos um avental, duas garrafas de azeite, um balde para gelar cerveja e duas latinhas de castanhas de caju. Cheguei em casa cansado, abri uma Norteña uruguaia e as latinhas. Dentro delas, como se um rato tivesse chegado antes, uma colher rasa de castanhas meio quebradas. Surreal! Totalmente surreal. Tinha bom ar condicionado, o barulho era inferior ao que eu esperava, o Didú me fez rir muito, não tive enxaqueca e sobrevivi.
Archive for June, 2007
Un coeur simple
In Idéias gerais on June 19, 2007 at 3:50 am
Um Rhône potente, muita fruta, sólido e intenso, sem meias palavras, do campo, com aquelas cores bem definidas de uma paisagem de Pisarro. Percebi que só falo bem dos vinhos que tomo, talvez por (a) só tomar vinhos bons (quá-quá-quá) ou (b) preferir escrever e memorizar sómente os que gostei, típica Pollyana vinícola. Valeu cada gotinha e moedinha dos 19 euros que paguei por ele, vinho amigo, franco e que logo enturmou, deitou no sofá e acendeu um charuto. Ou como no conto homonimo de Flaubert (coeur simple, não crozes-hermitage! daaahhh) um vinho de pequenas alegrias e tristezas da vida rural.
Momento alegria
In Idéias gerais on June 18, 2007 at 6:30 pm“Ferran Adriá” ensina a fazer um carpaccio de mortadela de Mickey Mouse, rir, rir, rir.
http://www.youtube.com/watch?v=kfMQAsj6uWo&mode=related&search=
Niepoort
In Idéias gerais on June 16, 2007 at 4:22 pm
Começando a longa lista do que bebi na viagem, um branco inusitado de Dirk Niepoort (quase redundante juntar as duas palavras, Niepoort e inusitado…), chamado Tiara. Numa garrafa renana, ele diz ter querido fazer um riesling sem a uva riesling, e conseguiu, usando uma daquelas centenas de variedades portuguesas, a Codega. O vinho é notável, com toda aquela acidez dos vinhos dele, inclusive os Portos (no almoço aqui no Bela Sintra, ele disse que a acidez é um dos seus objetivos e preocupação constante, palmas para ele!), um nariz de cítrico, especiarias, até uma nota de curry (ou eu estava com a narina blindada por 400 Gruner Weltliner da semana anterior…) e cássia, encorpado, solene sem ser pomposo. Perfeito, ainda mais pelos 13 euros que custou.
feliz
In Idéias gerais on June 13, 2007 at 5:50 amBom, existe coisa pior que longa espera em aeroporto e voos interminaveis? Pois la estava estoicamente este bravo correspondente, quando a airfrance ofereceu um dinheiro e uma noite no hyatt para quem aceitasse voar na manha seguinte. nada poderia aparecer em melhor momento: em lugar de 11 horas de apertada cabine, uma super banheira cheia de espuma, uma cama do tamanho do General De Gaulle com mil travesseiros macios, um dindas no bolso, um belo cafe da manha e agora um voo diurno como eu gosto…se tudo na vida fosse assim!
back home
In Idéias gerais on June 12, 2007 at 9:52 amEstou escrevendo este post já de malas prontas para voltar. O táxi vem as 13, daqui uma hora. Vôo daqui (Barcelona) para Paris e de lá para Sao Paulo. Aqueles dias passados no ar, entre check-ins, malas na esteira, exame de passaporte e agora mais uma chatice: ter que jogar fora a garrafinha d’agua e tirar o cinto. Viajar é cada vez mais desagradável, mas nao viajar também…Aproveito e coloco uma foto dos meus carefree days na Austria, sugando uma tacinha de Gruner Weltliner num barco no Danubio. A vida pode ser boa, de vez em quando.