Bom, todas as reclamações feitas a respeito do calor intragável na Expovinis (no primeiro dia faltou ar, taças limpas, cuspideiras nos stands. No segundo dia, como as geladeiras fizeram seu trabalho, o calor continuou mas pelo menos os vinhos passaram a estar do jeito certo), vamos aos vinhos. Foi a melhor destas feiras nos últimos anos. Provei no segundo dia 60 vinhos, nenhum era ruim, o que é uma surpresa.
Destacaria um Malbec de Cahors, a terra de origem da uva, chamado Impernal, que tinha um aroma delicioso de ameixas pretas e que era a experiência de tomar um vinho histórico, pois esta região, com seu “vin noire” aparece desde o século 11 na literatura.
Também fazendo bonito meu querido Uruguai, os Pisano com novidades: um Torrontés de colheita tardia (Fabula) e o espetacular Axis Mundi, que infelizmente está no final (a safra de 2002 que foi fantástica para eles, deu só umas duas mil garrafas, a Fabiana Bracco trouxe 3 delas, uma para cada dia da feira. Claro que passei todos os dias lá com meu copinho na mão e um olhar de cachorro sem dono, pedindo minha cota). Além do ótimo RPF Petit Verdot e do Rio de los Pajaros Viognier, mostrando a personalidade peculiar dos brancos por lá, com um preço sensato e amável: 40 reais.
Juan Andrés, da Bodegas Marichal, tirou de debaixo da mesa uma coisa sem rótulo, um blanc de noirs, um branco de Pinot Noir, interessantíssimo. Uma vinícola nova, Alto de las Ballenas, com um Tannat-Viognier. Estes uruguaios…
(continuará)

